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Império Egípcio: Surgimento e Decadência


Na antiguidade, o continente africano era formado por amplas florestas e grandes áreas de vegetação rica. Depois de um longo período de estiagem, o centro da África foi perdendo esta rica vegetação tornando-se uma área de grandes desertos, o que dificultou o seu povoamento. Aconteceu, então, um processo de migração de inúmeras tribos em direção ao delta e ao vale do rio Nilo.

 

          

 

Estes povos migrantes é que viriam futuramente a constituir o Império Egípcio, cuja história costuma ser dividida em duas fases: Período Pré-Dinástico e Período Dinástico. Por Dinástico, entende-se que seja o período onde existiu o sistema de dinastias dos faraós.

 

PERÍODO PRÉ-DINÁSTICO (5.000 - 3.200 a.C)

 

Neste período o Egito era habitado por diversos povos organizados em clãs, chamados nomos. Cada nomo era governado por um “nomarca”. Mesmo com estruturas políticas independentes, estes nomos atuavam unidos quando se tratava de assuntos que envolvessem todo o Egito. Esta união era bem definida em dois reinos independentes:

• Reino do Norte (região do delta do Nilo);
• Reino do Sul (região do vale do Nilo).

Por volta de 3.200 a.C, um homem chamado Menés unificou os dois reinos, formando um único império e tornando-se o primeiro faraó. Assim se inicia o período dinástico, época de grande crescimento territorial, econômico e militar do Egito.

 

PERÍODO DINÁSTICO

 

O período dinástico é divido em três etapas: antigo império, médio império e novo império.

 

 

Antigo império (3200 - 2400 a.C) – Teve início quando Menés unificou os reinos do norte e do sul. Este período foi marcado pela grande expansão do império egípcio, tendo como capitais as cidades de Tinis e Mênfis, respectivamente. Neste período foram construídas as pirâmides de Quéfren, Quéops, Miquerinos e Gizé. No fim do antigo império, o poder político do faraó foi abalado por algumas revoltas, organizadas pelos administradores das províncias. A sociedade egípcia declinou, passando por um período de guerra civil.

              

 

 

 

Médio império (2100 – 1788 a.C) – Representantes da nobreza da cidade de Tebas reuniram forças para acabar com as guerras dentro do império. Com o seu êxito, Tebas passou a ser a capital do Egito e dela surgiram os novos faraós. Este foi um período de prosperidade no império, principalmente com as expansões territoriais. A conquista da Núbia é um bom exemplo desta expansão. Em 1750 a.C, o Egito foi invadido pelos hicsos, povo nômade e guerreiro de origem asiática, que dominaram o império durante 170 anos. Os hicsos estabeleceram uma nova capital ao norte, em Ávaris.

 

 

Novo império (1580 – 525 a.C) – Mais uma vez, a nobreza de Tebas se uniu e conseguiu expulsar os hicsos. Com as técnicas de combate aprendidas com os hicsos, os egípcios iniciaram um processo de expansão sem precedentes, dominando terras no oriente, conquistando cidades como Jerusalém, Damasco, Assur e Babilônia. Nesta época surgem os faraós mais famosos, como: Tutmés III, Ramsés II, Akenaton e Tutankamon.

 

 

A DECADÊNCIA DO IMPÉRIO

 

Depois do ano de 700 a.C, o Egito foi vítima de diversas invasões. Em 670 a.C, os assírios conquistaram o Egito. Oito anos depois, os egípcios conseguiram se libertar dos assírios, mas, em 525 a.C foram dominados pelos persas. Duzentos anos depois, macedônios comandados por Alexandre Magno tiram o poder dos persas. Por fim, O Egito foi invadido pelos romanos, que destronaram a então rainha Cleópatra e governaram o Egito por 600 anos, até serem invadidos pelos árabes.


 



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