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Energia Nuclear: uma matriz em expansão


Tendo em vista a provável escassez do petróleo e a poluição causada pela queima de combustíveis fósseis, a busca por fontes de energia limpas, renováveis e vantajosas economicamente, ganha destaque no cenário mundial. Neste aspecto, a energia nuclear aparece como uma alternativa viável, embora haja discussões e controvérsias em torno da sua utilização.

 

                    

 

Recentemente a energia nuclear tem sido alvo de debates e conflitos na comunidade internacional. Alguns programas nucleares, como os do Irã e Paquistão, tem sido alvo de especulações quanto às suas finalidades. Alguns países, liderados pelos EUA, acreditam que estes programas nucleares não são voltados para a constituição de uma matriz energética, mas sim para a fabricação de armas nucelares a serviço de organizações terroristas.
 
COMO FUNCIONA A ENERGIA NUCLEAR
 
Com descoberta da energia nuclear, um dos primeiros desafios da ciência foi obter meios de utilizá-la. Hoje, pode-se aproveitá-la com base nos processos de fissão e fusão nuclear. O primeiro método diz respeito à divisão do núcleo atômico de um determinado elemento químico em dois ou mais núcleos menores; o segundo, à união de no mínimo dois núcleos atômicos, a fim de gerar um único núcleo. Estas reações baseiam-se no princípio de equivalência de energia e massa, descoberto por Albert Einstein, onde ocorre a transformação de massa em energia durante as reações nucleares.
                   
A aplicação principal desta energia é baseada na fissão do urânio. Na maioria das usinas nucleares, a energia obtida com o calor originado com o rompimento dos núcleos produz energia elétrica. Um fator positivo desse processo é que ele dispensa o uso de combustíveis fósseis, não poluindo, portanto, a atmosfera. O número de usinas nucleares tem crescido bastante. No Japão, 30% da energia elétrica produzida vêm de usinas nucleares. Na França este número chega a 80%.
 
No Brasil, há as usinas Angra I e Angra II, que juntas são responsáveis por suprir cerca de 3% do consumo de eletricidade no país. Até 2013 este percentual deve aumentar significativamente, com a finalização da construção e inícios das operações em Angra III, que terá a capacidade produtiva de aproximadamente 11 milhões de MWh por ano.
 
RISCOS DA ENERGIA NUCLEAR
 
Ainda que os processos nucleares sejam eficazes na produção de energia, muitos são os riscos trazidos por eles. Ambientalistas alertam sobre os perigos trazidos pelo lixo nuclear gerado, extremamente tóxico ao meio ambiente e à saúde das pessoas em razão da radioatividade que emite. A radioatividade é perigosa aos seres humanos por desenvolver células cancerígenas. O risco de que ocorram novos acidentes também é preocupante, sobretudo em face do histórico relacionado às usinas nucleares, marcado por dois acidentes catastróficos: o deThree Mile Island (EUA) e o de Chernobil (Ucrânia), que causaram milhares de mortes e impactos ambientais profundos. É importe salientar, ainda, que o conhecimento das reações nucleares propiciou a implementação das bombas atômicas, responsáveis pela morte de milhares de japoneses das cidades de Hiroshima e Nagasaki, durante a segunda guerra mundial. Os testes atômicos realizados no Atol de Bikini tornaram a região em um grande deserto terrestre e marinho. As áreas atingidas pela radioatividade tornam-se inabitáveis por um longo período, até que naturalmente se restabeleçam as condições apropriadas para a vida.


 



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